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Mini Curso - Sexualidade feminina
Curso
23/11/2019 às 13:30
Mini Curso - Sexualidade feminina
R$ 85,00
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Desmistificando o tema
23/11/2019
13 h 30

Dentre os campos de atuação do profissional formado em psicologia, está a prática clínica, a ser realizada de forma individual ou em grupo. Ao atuar em clínica pode-se atender diferentes demandas das pessoas que buscam atendimento, sendo a sexualidade uma das áreas nas quais o profissional da psicologia pode atuar. Para tanto, é importante que siga parâmetros éticos, atue em consonância com as evidências científicas produzidas na área, considere que cada pessoa tem sua história de vida, que deve ser considerada, acolhida, e compreendida sem que o juízo de valor do profissional influencie no atendimento, também deve-se considerar o âmbito biológico, haja vista que queixas sexuais podem ter origem em componentes orgânicos e será necessário trabalhar em conjunto com áreas como a medicina, a fisioterapia. Também é fundamental que se considere o contexto no qual a pessoa que busca o atendimento está inserida, analisando especialmente como a cultura em questão lida com a sexualidade. Componentes culturais podem se tornar empecilhos para a vivência da sexualidade de forma saudável, refletindo em queixas sexuais. É importante ressaltar que violência de gênero pode resultar em queixas sexuais, por exemplo, a prática de mutilação genital feminina, oficialmente abolida em várias culturas, realizada em crianças do sexo feminino, pode levar à extração do clitóris, lábios interiores e lábios exteriores, resultando em dores permanentes na região genital. A violência obstétrica, praticada no Brasil, inclusive, pode resultar em queixas sexuais na retomada na atividade sexual após o parto, ou ainda, a cultura que nega à mulher o direito ao exercício da sexualidade, pode resultar em mulheres com dificuldades de iniciar a vida sexualmente ativa, pode-se ainda citar o preconceito com a orientação sexual, que resulta em pessoas deixando de vivenciar, “reprimindo” a sexualidade, a fim de evitar a punição que um contexto heteronormativo exerce.  A partir do minicurso, também pretende-se falar sobre as chamadas disfunções sexuais, como, Transtorno do Orgasmo Feminino, Transtorno do Desejo/Excitação Sexual Feminino, Transtorno de Dor Gênito-Pélvica/Penetração e Disfunção Sexual Induzida por Medicação/Substância; nota-se que na atualização do DSM, vaginismo e dispareunia formam apenas categoria: transtorno da dor gênito – pélvica/penetração, contudo, há diferenças entre os quadros. Pretende-se  ressaltar as questões éticas que devem se sobrepor ao realizarmos intervenções clínicas, bem como apresentar e discutir sobre alguns instrumentos psicológicos utilizados quando trabalhamos com sexualidade, como questionários para fins avaliativos, técnicas de intervenção e também discutir sobre a importância da relação terapêutica, bem como a vinculação entre profissional – cliente, ou, profissional – paciente.

Palavras – chave:   Clínica, Psicologia, Sexualidade

Giovanna Eleuterio Levatti CRP 06/128440

Psicóloga, Sexóloga, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento (Unesp), Docente do Instituto Municipal de Ensino Superior (Imes/Catanduva), Professora convidada do curso de Especialização em Sexologia Aplicada (Inpasex).